TJPR, Ação Penal - Procedimento Sumaríssimo 0002996-77.2024.8.16.0205
Diante disso, verifica-se que o conjunto probatório dos autos é insuficiente para embasar um decreto condenatório ao réu, permanecendo isolada a versão das vítimas, pois inexistem elementos que demonstrem, de forma inequívoca, a autoria e a materialidade da infração penal imputada ao acusado. Portanto, é devida a absolvição do réu com base no princípio in dubio pro reo. Neste sentido: APELAÇÃO CRIMINAL. ARTIGO 147 DO CÓDIGO PENAL. CRIME DE AMEAÇA. DELITO FORMAL. INTENÇÃO DE CAUSAR MAL INJUSTO E GRAVE. NÃO VERIFICADO. MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA. PALAVRA DA VÍTIMA INSUFICIENTE COMO ÚNICA PROVA DO FATO. ARCABOUÇO PROBATÓRIO FRÁGIL. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSUNÇÃO DO FATO À NORMA. PROVAS INCONCLUSIVAS. IN DUBIO PRO REO. ABSOLVIÇÃO DECRETADA. Recurso conhecido e provido. (TJPR - 4ª Turma Recursal - 0000669-74.2018.8.16.0075 - Cornélio Procópio - Rel.: JUIZ DE DIREITO DA TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS ALDEMAR STERNADT - J. 16.09.2019) Dessa forma, impõe-se a improcedência da pretensão condenatória. POSTO ISTO, com fulcro no art. 386, VII do Código de Processo Penal, julgo IMPROCEDENTE a presente ação penal a fim de ABSOLVER o acusado Luiz Roberto Munhoz da Maia da imputação que lhe foi feita na denúncia referente ao crime previsto no art. 147 do Código Penal. Fixo os honorários advocatícios do defensor nomeado nos autos, Dr. Schubert Lucio de Souza Junior, OAB/PR 96273, em R$ 800,00, de acordo com a Resolução Conjunta nº 06/2024 - SEFA/PGE (item 4.8), os quais serão pagos pelo Estado do Paraná, servindo a presente de certidão. Intime-se o Estado do Paraná.