TJRJ, Remessa Necessária Cível 3011411-10.2025.8.19.0001
DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. REMESSA NECESSÁRIA. AÇÃO REVISIONAL DE PENSÃO POR MORTE. RIOPREVIDÊNCIA. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. REMESSA NECESSÁRIA NÃO CONHECIDA.
I. CASO EM EXAME
1. Remessa necessária de sentença de parcial procedência que condenou a autarquia estadual ao reajuste do benefício previdenciário e pagamento das diferenças pretéritas, observada a prescrição quinquenal.
2. Autora que afirma ser beneficiária de pensão por morte e que formulou requerimento administrativo de revisão do benefício, sem resposta administrativa por mais de 75 dias.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. A questão em discussão consiste em definir se a sentença condenatória em desfavor da autarquia estadual, ainda que ilíquida, está sujeita a reexame necessário.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. Condenação imposta à autarquia que está muito aquém do patamar legal previsto no artigo 496, §3º, II, do CPC.
5. Elementos dos autos que indicam que o proveito econômico perseguido, consideradas as parcelas vencidas no quinquênio, não possui aptidão para superar o limite de 500 salários-mínimos.
6. Documento de Atualização de Pensão – DAP, atualizado em março/2026, que indica o valor total de remuneração R$1.581,92, enquanto o contracheque apresentado na inicial, referente a junho/2025, R$1.518,00.
7. Defasagem mensal que foi constatada em R$63,92.
8. Valor atribuído à causa (R$91.000,00) que, por si só, já demonstra não se tratar de hipótese sujeita a reexame necessário.
9. Dispensa do duplo grau obrigatório que se impõe.
V. DISPOSITIVO
10. Remessa necessária não conhecida.
V. TESE DE JULGAMENTO
"1. A SENTENÇA PROFERIDA CONTRA AUTARQUIA ESTADUAL NÃO COMPORTA REMESSA NECESSÁRIA QUANDO O VALOR DA CONDENAÇÃO, MENSURÁVEL POR SIMPLES CÁLCULO ARITMÉTICO, É INFERIOR A 500 SALÁRIOS-MÍNIMOS. 2. A SENTENÇA CONDENATÓRIA ILÍQUIDA NÃO IMPÕE, POR SI SÓ, O DUPLO GRAU OBRIGATÓRIO QUANDO OS ELEMENTOS DOS AUTOS PERMITEM AFERIR QUE O PROVEITO ECONÔMICO NÃO ALCANÇA O PATAMAR PREVISTO NO ARTIGO 496, §3º, II, DO CPC”.
DISPOSITIVOS RELEVANTES CITADOS: CPC, ARTS. 496, §3º, II E 932, III.
JURISPRUDÊNCIA RELEVANTE CITADA: TJRJ, REMESSA NECESSÁRIA Nº 0946739-61.2024.8.19.0001, RELATORA DES. GEORGIA DE CARVALHO LIMA, SÉTIMA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 15.06.2026; REMESSA NECESSÁRIA Nº 0827281-47.2024.8.19.0002, RELATOR DES. CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO FILHO, QUINTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 08.10.2026; REMESSA NECESSÁRIA Nº 0911784-04.2024.8.19.0001, RELATOR DES. ALEXANDRE TEIXEIRA DE SOUZA, QUINTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 05.10.2026; REMESSA NECESSÁRIA Nº0847026-16.2024.8.19.0001, RELATOR DES. CAETANO ERNESTO DA FONSECA COSTA, QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 25.09.2026; REMESSA NECESSÁRIA Nº 0870721-96.2024.8.19.0001, RELATORA DES. INÊS DA TRINDADE CHAVES DE MELO, TERCEIRA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 10.09.2026; REMESSA NECESSÁRIA Nº 0859284-2024.8.19.0001, RELATOR DES. EDUARDO GUSMÃO ALVES DE BRITO NETO, 8ª CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO, J. EM 21.07.2026.