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Acórdão · 2.º grau · Tribunal de Justiça de São Paulo

TJSP, Recurso Inominado Cível 4000016-80.2025.8.26.0042

Julgamento
04/08/2026
Publicação
DJEN 07/08/2026
Número único (CNJ)
4000016-80.2025.8.26.0042
Inteiro teor

Ementa

DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO INOMINADO. INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. RECURSO DESPROVIDO.

I. CASO EM EXAME

1. Recurso inominado interposto pela autora contra sentença do Juizado Especial Cível de Altinópolis/SP, que julgou improcedente ação declaratória de inexigibilidade de débito e indenização por danos morais contra a Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL. A autora alegou cobrança indevida de débito já quitado, pleiteando a inexigibilidade do débito e indenização por danos morais.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

2. A QUESTÃO EM DISCUSSÃO CONSISTE EM: (I) SE A DECLARAÇÃO DE QUITAÇÃO EMITIDA PELA RÉ EXTINGUE INTEGRALMENTE A OBRIGAÇÃO, INCLUINDO ENCARGOS MORATÓRIOS; (II) SE HOUVE VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO E À BOA-FÉ OBJETIVA; (III) SE A COBRANÇA TARDIA E A NEGATIVAÇÃO ENSEJAM DANO MORAL INDENIZÁVEL.

III. RAZÕES DE DECIDIR

3. A SENTENÇA RECONHECEU QUE OS VALORES EXIGIDOS SÃO ENCARGOS MORATÓRIOS DEVIDOS POR FATURAS PAGAS COM ATRASO, CONFORME ARTIGOS 395 E 396 DO CÓDIGO CIVIL.

4. A DECLARAÇÃO DE QUITAÇÃO REFERE-SE APENAS AO VALOR PRINCIPAL, NÃO ABRANGENDO ENCARGOS MORATÓRIOS. A COBRANÇA DOS ENCARGOS É LEGÍTIMA E NÃO CARACTERIZA VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO OU À BOA-FÉ OBJETIVA.

IV. DISPOSITIVO E TESE

5. RECURSO DESPROVIDO.

TESE DE JULGAMENTO: 1. A QUITAÇÃO DO VALOR PRINCIPAL NÃO EXTINGUE A OBRIGAÇÃO DE PAGAR ENCARGOS MORATÓRIOS. 2. A NEGATIVAÇÃO POR DÉBITO LEGÍTIMO NÃO GERA DANO MORAL.

LEGISLAÇÃO CITADA:

Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/1990, art. 2º e 3º; Código Civil, arts. 188, I, 395 e 396; Lei nº 9.099/95, art. 46; CPC, art. 1022 e 1026, § 2º.

JURISPRUDÊNCIA CITADA:

TJSP, Apelação Cível 1012272-58.2024.8.26.0037, Rel. João Casali, 26ª Câmara de Direito Privado, j. 20/02/2026.

TJSP, Apelação Cível 1018860-04.2022.8.26.0344, Rel. L. G. Costa Wagner, 34ª Câmara de Direito Privado, j. 20/11/2024.

Dados do julgamento

Acórdão

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, 6ª Turma Recursal Cível decidiu, por unanimidade, NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do relatório, votos e notas de julgamento que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.